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9 de Abril de 2020

Resenha da obra "Oração aos Moços" de Rui Barbosa

Julia Casares Fuza, Advogado
Publicado por Julia Casares Fuza
há 4 anos

Júlia Casares Fuza

Essa obra é um clássico do Direito, escrito pelo brilhante jurista, Rui Barbosa, na década de 1920, sendo destinada aos formandos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Dentre vários assuntos, Rui Barbosa trata do cuidado que se deve ter ao analisar cada caso concreto, devendo sempre levar em consideração as peculiaridades de cada um, nunca abandonando o princípio da individualização e da boa-fé, uma vez que as pessoas são distintas entre si e deve-se tratar estas baseando-se em tal fato, porém, sempre buscando o melhor para todos os indivíduos.

De forma perfeita o autor descreve as dificuldades ao longo da careira de um bacharel de Direito, mostrando-nos que para alcançar o êxito e o sucesso nesta profissão é necessário dedicação integral de tempo e esforço extremo. Deixa claro que a busca pela realização de um sonho não é uma utopia, desde que se tenha dedicação, vontade e persistência.

Rui Barbosa faz críticas ferozes a legislação vigente no Brasil àquela época, atribuindo à classe retentora do poder político, bem como do poder econômico, a responsabilidade pela opressão às minorias, deixando-nas as margens da sociedade e da vida política como um todo.

O assunto central do texto é a ética profissional e pessoal, sendo este o grande norte em que os magistrados e advogados devem se basear ao exercer suas funções, seja para julgar ou defender, uma vez que ambos são essencial para a promoção da verdadeira justiça. Justiça essa que deve alcançar todos os membros da sociedade, nunca deixando se corromper pelo mal, pelos interesses negativos e pela ganância.

Com seu brilhantismo peculiar, o magnânimo jurista Rui Barbosa nos redige um texto no qual fala-nos como um “pai” dando conselhos aos seus “filhos”, futuros bacharéis de Direito, expondo-nos todos os seus aprendizados, os quais obteve ao longo de sua vida pessoal, acadêmica e profissional, praticamente suplicando-nos para não deixarmos de lado valores éticos e morais.

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Oração aos Moços: Tomei acento na palavra e na pena, nos tribunais e nas praços , nos jornais e nos comícios, quase sempre sozinho, numa gerra sem qualquer, sem apôio dos generais e das baionetas continuar lendo